Cattleya walkeriana

agosto 18, 2016 Orquidário UEL 1 Comments


Lista Vermelha - Cattleya walkeriana


Cattleya walkeriana (Foto: Carol Costa/ Minhas plantas) 
Após a publicação da Lista Vermelha (veja aqui) das Orquídeas na semana passada, estaremos lançando aqui no blog, todo mês uma postagem de orquídeas nativas em risco de extinção. Vamos apresentar uma pequena ficha com detalhes e informações da espécie descrita, mais dicas de cultivo. Vale lembrar que a coleta predatória no ambiente natural é proibida e ao adquirir uma orquídea, seja de um colecionador, de uma floricultura ou orquidário, é preciso saber sua origem, se está prejudicando o meio ambiente ou não.
Nesse mês de agosto, escolhemos a Cattleya walkeriana, uma orquídea apreciada por orquidófilos do mundo inteiro por sua perfeita e equilibrada simetria. Seus exemplares podem chegar a R$ 1.000,00 e, alguns de seus híbridos até R$ 3.000,00, como é o caso da Cattleya walkeriana 'Feiticeira'. A Cattleya walkeriana é encontrada em seu ambiente selvagem, nos estados de Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais, sempre próxima a rios, lagos ou pântanos. 

Origem: Brasil
Estados: Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso
Tamanho flor: 8x8 cm
Época floração: verão/outono
Floração: Sua flor dura em média de 10 a 15 dias. Sua floração pode ocorrer durante o ano todo, mas se concentra principalmente nos meses de abril a junho, sendo que seu pico de floração é no mês de maio, o que lhe dá os mais variados nomes como flor de Maria, flor das noivas, flor das mães, flor de inverno, etc.


A Cattleya foi descoberta em 1839 por George Gardner, próximo ao rio São Francisco, em Minas Gerais. Seu nome foi homenagem ao seu assistente, Edward Walker, que o acompanhou em sua segunda viagem ao Brasil, a serviço do Jardim Botânico de Ceilão, no Sri Lanka (Foto: Imgur)

Luminosidade: Intensa, porém não direta. 50 % luminosidade
Recipiente: cachepos de madeira, vasos de cerâmica, piracicabanos (vasos de cerâmica baixos e furados)
Substrato:  Pode ser cultivada em toquinhos de madeira, palitos de fibra de coco ou em troncos de árvore. Seu substrato pode conter mistura de  musgo, casca pinus e carvão. Por ser epífeta (que cresce sobre as árvores), prefere substratos mais arejados. Essa orquídea detesta substratos encharcados. 
Adubação:  NPK 20-20-20  solúvel em água  ( 3g/L mensal) ou valores próximos a isso, quinzenalmente.


Orquídea do cerrado brasileiro (Foto: Catraca Livre)
Por seu porte pequeno, essa orquídea possui uma fácil adaptabilidade, sendo plantas 
de cultivo fácil que orquidófilos do mundo inteiro já dominam (Foto: Carol Costa)

Regas: Dever ser regada diariamente, principalmente ser for plantada em toquinhos de madeira e em dias muito quentes. Gosta de ambiente úmidos e bastante ventilados. No inverno, deve ser protegida dos ventos e suas regas, diminuídas.
Doenças: É mais comum ser atacada por doenças causadas por fungos como o podridão-negra, por exemplo. Nesse caso, a parte afetada deve ser cortada e queimada, e o local do corte deve ser tratado com um fungicida específico que deve ser receitado por um agrônomo. Se o ataque for intenso, o melhor mesmo é sacrificar toda a planta, para que não corra o risco de contaminar outras plantas. Um boa dica para evitar esses fungos altamente destrutivos é usar sulfato de cobre juntamente com a adubação quinzenal e evitar alta concentração de umidade no local de cultivo.
Pode ser atacada por pragas como cochonilhas e pulgões. O controle pode ser feito manualmente se tiver poucos exemplares, usando-se detergente líquido diluído em água ou inseticidas comuns, encontrados em lojas de produtos agropecuários.


Cattleya em seu habitat natural. Suas flores exalam um perfume agradável e duradouro (lembrando canela), capaz de manter o ambiente perfumado durante toda sua floração (Foto: Wikipedia)

Tipos: São encontradas as formas tipo lilás, alba (branca), coerulea (azulada), semialba (branca com labelo lilás), lilacínea (rosada), flammea (lilás com riscos púrpura), vinicolor (vinho), entre outras.
Variações: C., walkeriana var. semi alba Toko n1, C. walkeriana Feitiçeira,  C. walkeriana var. caerulea Patricia, C. walkeriana var. alba White Princess 
(Foto: Carol Costa/ Minhas Plantas)
Cattleya walkeriana alba 'Equilab' (Foto: JPMC)
É uma planta muito resistente e já foi citada como a espécie de Cattleya brasileira mais abundante na natureza. (Foto: Perfil da Planta)


Fontes: Catraca Livre
             Wikipedia
             Orquídeas Flores Divinas
             Delfina de Araújo
             Minhas Plantas
             Orchid Board

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Um comentário:

  1. Parabéns pela iniciativa e pela excelente ideia de trazer um tema como esse: orquídeas ameaçadas de extinção! É importante conscientizar as pessoas disso. Eu mesma nunca pensei nesse fato, de que nós poderíamos estar contribuindo com a coleta predatória dessa flor tão linda! As informações foram interessantes e as fotos lindas! E parabéns pela parceria com o professor de agronomia, disseminando e disponibilizando informação tão interessante para todos!

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