Conheça um pouco dos estudos do Orquidário UEL

fevereiro 12, 2017 Orquidário UEL 0 Comments


Um pequeno resumo de pesquisas que marcam a nossa história

O Orquidário UEL teve início no ano de 1997 (Foto: Alanis Brito)

Com a iniciativa do professor Ricardo Faria, em 1997, teve início o Orquidário da Universidade Estadual de Londrina, UEL. Com o desenvolvimento do projeto, o orquidário foi ganhando plantas, casas de vegetação e um laboratório de cultura de tecidos, onde passou a ser possível a germinação das sementes de orquídeas e a clonagem de plantas selecionadas. 
Com o sucesso do projeto e os conhecimentos do professor adquiridos no Brasil e no exterior, alunos começaram a desenvolver vários estudos com varias espécies dessa enorme família, a Orchidaceae. Varias linhas de pesquisas começaram a serem estudadas, dentre elas o desenvolvimento de substratos visando a substituição do xaxim, a viabilização de meios de cultura simplificado, a utilização polpas de frutas no cultivo in vitro e o melhoramento genético, com a publicação de novos híbridos de orquídeas.

Imagens do laboratório do Orquidário (Fotos: Alanis Brito)

Em um mercado tão exigente e dinâmico com o da floricultura, a produção de novas cultivares é uma ferramenta para que o mercado se renove e ofereça novas opções para os consumidores. No caso das orquídeas, os estudos de melhoramento e obtenção de novas cultivares são escassos, uma vez que o período juvenil dessas plantas é longo, variando de 2 a 4 anos ex vitro, para a maioria das espécies de dendrobiuns, oncidiuns e cattleyas.
Exemplar de orquídea oncidium, uma das espécies presentes no Orquidário (Foto: Alanis Brito)

Atento a essa lacuna da pesquisa com orquídeas, o professor junto ao técnico de laboratório, Geraldo Lopes, e alguns alunos de graduação, mestrado e doutorado, começaram a realizar cruzamentos, obtenção das cápsulas, germinação das sementes, aclimatização das mudas, e condução em vasos ate o momento da floração, onde as melhores plantas sofreram seleção e foram clonadas para manter as novas cultivares que posteriormente seriam publicadas em revista cientifica especializadas. 
Essa linha de estudo, primeiramente, resultou em três novas cultivares de dendrobium, o UEL 6, UEL 7 e UEL 8, publicados em 2009, 2011 e 2013 respectivamente na revista Horticultura Brasileira. Essas novas cultivarem foram resultados de uma pesquisa envolvendo cruzamento de algumas matrizes de dendrobiuns, coordenadas pela professora Lúcia SA Takahashi juntamente com o professor Ricardo.
Dendobrium (Foto: Flickr)
Em 2015, novamente na revista Horticultura Brasileira, a equipe do Orquidário UEL publicou mais uma cultivar resultante do cruzamento de Oncidium sarcodes x Oncidium Aloha ‘Iwanaga’ resultando em uma nova opção de híbrido de Oncidium.
As pesquisas com cruzamento de orquídeas continuam e novas cultivares estão para serem lançados, dessa vez os cruzamentos foram realizados com cattleyas, e em breve essas cultivares estão descritas no blog do orquidário e disponíveis para venda, as sextas férias no orquidário.

Exemplar da revista Horticultura Brasileira (Foto: Reprodução)


**Texto com a colaboração do aluno de doutorado do curso de agronomia, Guilherme Augusto Cito Alves, que trabalha com linhas de pesquisas no Orquidário UEL

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